Conheça os 04 perfis do Consumidor do Futuro

Os quatro perfis do consumidor a seguir vão ditar os rumos do mercado em 2025.

01. Neo-niilistas

Como entender um mundo tomado pela incerteza? Para os Neo-niilistas, a resposta é: “não tente entender”.
Exaustos dos problemas globais e desconfiados da capacidade de governos e instituições de resolvê-los, os Neo-niilistas são caracterizados pelo ceticismo. Não é que eles não se importem – eles simplesmente perceberam que se importar menos pode ser um mecanismo eficiente para lidar com tudo isso. Embora o niilismo seja considerado um sentimento negativo (próximo do cinismo e do pessimismo), os Neo-niilistas estão descobrindo que abrir mão da responsabilidade pode trazer um sentimento de satisfação, que possibilitará que eles criem as próprias regras, imaginem novas realidades e definam suas métricas de sucesso e felicidade longe das expectativas da sociedade. Outsiders, pensadores independentes,
subversores e sonhadores compõem este grupo.

Do que eles precisam: os Neo-niilistas se interessam por ideias especulativas e gêneros criativos de fora do mainstream, como o capitalismo regenerativo,
a cultura do caos, a ficção hopepunk (temas distópicos com um viés otimista) ou mesmo games e substâncias psicodélicas como forma de terapia. Para alcançá-los, você precisa mostrar que está no mesmo nível deles.

Como encontrá-los: provavelmente estarão no ‘modo goblin’ enquanto
leem o livro ‘The Sunny Nihilist: A Declaration of the Pleasure of Pointlessness’, lançado em 2021 pela escritora Wendy Syfret.

02. Redutores

Em um mundo sempre em busca de algo maior, melhor e mais rápido, os Redutores querem interações em uma escala mais humana.

Após migrarem para serviços de entrega e assinatura durante a pandemia, os Redutores querem deixar as telas eletrônicas de lado e restabelecer seus laços com a comunidade e com o mundo real. Essas pessoas preferem tudo o que é tangível e têm consciência plena dos impactos que estão causando no mundo. Elas acreditam que o crescimento econômico deve priorizar as pessoas e o planeta, e seu consumo se baseia nessa crença. Os Redutores ainda querem conveniência e eficácia, mas sem abrir mão da ética e da sustentabilidade, por meio de serviços prestados por trabalhadores bem remunerados e baseados em modelos de negócio justos.

Do que eles precisam: os Redutores priorizam a gentileza e a integridade –
eles agem se perceberem algo errado e esperam o mesmo de você. Eles se preocupam mais com o bem-estar dos outros do que com si mesmos (de acordo com um metaestudo da publicação científica Psychological Bulletin, que analisou mais de 200 estudos mundiais, as pessoas que praticam o
altruísmo, a compaixão e a empatia têm uma saúde física e mental melhor).

Como encontrá-los: apoiando negócios éticos, como a plataforma de aluguel Fairbnb, que reverte metade da sua receita para a comunidade local, ou o serviço de entrega Delivery Co-Op, nos EUA, que cobra uma taxa de filiação do público para oferecer benefícios e salários mais justos aos trabalhadores.

03. Protetores do Tempo

Lutando contra a fragmentação da cultura que domina as redes sociais, os Protetores do tempo estão investindo seus minutos e horas em coisas que agregam valor.

A prioridade dessas pessoas é enriquecer a vida por meio de rituais diários e experiências interessantes. Eles não querem ser pressionados pelo tempo, já que acreditam que os cronogramas devem se adaptar às pessoas – e não o contrário. Na contramão dos rótulos, os Protetores do tempo gostam de fazer amizades intergeracionais, mais baseadas em interesses em comum do que na faixa etária. Eles também compreendem o valor monetário do tempo: querem gastar em coisas que economizem tempo, mas se quiser o tempo deles (ou pior, se desperdiçá-lo), você irá pagar caro. A qualidade é sempre mais importante do que a quantidade para esse perfil de consumidor, mais interessado em acumular
memórias do que bens materiais. A mentalidade desse grupo pode ser resumida em uma frase célebre do ex-presidente dos EUA, Abraham Lincoln: “A melhor coisa sobre o futuro é que ele chega aos poucos, um dia de cada vez.”

Do que eles precisam: esse consumidor precisa de serviços que lhe deem mais
tempo livre, além de modelos de locação ou propriedade coletiva livres do conceito tradicional. No Japão, a plataforma Not a Hotel dá acesso a quartos de luxo por meio de um serviço de locação, enquanto no Canadá e nos EUA, o Apple Maps se juntou ao app de reservas de vaga de estacionamento SpotHero para facilitar a vida dos motoristas.

Como encontrá-los: les gostam de cozinhar lentamente, ler textos longos e praticar atividades ao ar livre no dia de folga (de uma semana de quatro dias de trabalho, é claro).

04. Pioneiros

Avessos à mesmice, os Pioneiros querem mudanças e novas ideias.
Com um pé no mundo físico e outro no digital, os Pioneiros têm como missão fazer a ponte entre essas duas realidades. É nesse grupo que você vai encontrar os pensadores, especialistas em tecnologia e planejadores urbanos que estão construindo novos mundos, como cidades inteligentes (com sistemas de trânsito inclusivos) e espaços no metaverso mais seguros. Os Pioneiros são do tipo que criam uma presença on-line bem-sucedida e exploram isso para abrir uma loja física – ou vice-versa. Seja qual for a área de expertise, eles gostam de liderar e são movidos pela ideia de causar impacto. Eles são atraídos por produtos e serviços que os inspiram e que permitem transitar livremente entre mundos diferentes, tanto como nômades digitais quanto em plataformas virtuais.

Do que eles precisam: os Pioneiros precisam de soluções que melhorem o mundo, como um design universal que facilita a vida de pessoas de todas as idades e capacidades ou serviços e produtos personalizados, feitos para durarem mais. Sempre curiosos, eles se sentem igualmente confortáveis no
mundo físico e no digital – para eles, o propósito é mais importante do que a plataforma.


Como encontrá-los: combinando atividades de lazer com um propósito mais sério, como nas redes sociais descentralizadas (DeSo), que restabelecem o controle aos criadores de conteúdo, por meio de gêmeos digitais e avatares capazes de solucionar problemas da vida real ou em iniciativas físicas como a da ONG Repair Together, que organiza ʻraves da limpezaʼ em que DJs tocam música eletrônica enquanto voluntários trabalham para restaurar as cidades destruídas pela guerra na Ucrânia.

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