A importância da "blindagem" humana

Novos desafios pedem antifragilidade e saúde mental

Por ATALIBA GONÇALVES

Quem teve contato com a Física deve lembrar o nome do cientista Michael Faraday, inventor da “Gaiola de Faraday”, gerando a blindagem eletrostática. Em síntese, a impossibilidade de sermos atingidos por descargas elétricas advindas do exterior. Isso me levou a pensar que, nós também poderemos gerar, através de novos modelos mentais, um tipo de “blindagem” que neutralize ou até evite sermos atingidos por males que nos chegam e nos afligem. Obviamente, em se tratando de pessoas, é um processo psicoemocional e não físico, como acima. Gerar uma “blindagem” humana não é fácil, mas também nada que não possamos adotar agora, Já!
Assim, quando na hora do café da manhã comecei a ouvir música suave, ao invés do noticiário, percebi que meu dia se tornava melhor, menos tenso e, principalmente que alguns sentimentos de indignação, decepção e outros que o noticiário me passava, foram substituídos por uma sensação de calma, e tranquilidade. Deixei a informação para outros momentos e escolhendo bem as mídias. Deixei de ser escravo do celular e do computador, usando-os com parcimônia. Adotar este modelo melhorou a minha criatividade e produtividade. Se antes, me exasperava por pouco e reclamava além da conta, agora sou mais condescendente, não permitindo que fatores extrínsecos venham a afetar o meu comportamento. A seguir, algumas dicas:

  • Regra básica: Afastemo-nos de tudo quanto seja negativo, incluindo pessoas, principalmente as vampirescas, aquelas que sugam a nossa energia, alguns eventos, coisas, determinados locais, etc.,
  • Geremos uma força mental que não nos permita sermos atingidos por vírus muito comuns e tão perigosos, ou mais, do que o próprio COVID 19: Inveja, ciúmes, orgulho, vaidade exacerbada, prepotência, mau humor, culpa, rancor e outros males. Isso cria um péssimo astral gerando algumas doenças psicossomáticas.
  •  Dediquemos um tempo para refletir… “Sinto-me inteiro ou fragmentado”…. Onde estou? Aonde desejo chegar? Quais meus projetos? Como concretizar meus objetivos? Qual o sentido da vida, incluindo a minha? Como estou trabalhando e vivenciando a Teoria da Quadrinidade de Hoffman – Emoção, Intelecto, Espírito e Corpo Físico?
  • Sejamos capazes de dizer NÃO com naturalidade e delicadeza, sempre que percebermos que não teremos condições de cumprir com o prometido ou a (s) tarefa (s) assumidas, evitando estresses e explicações desnecessárias.
  •  Iniciemos o dia sempre com alegria e a proposta de resolver tudo o que tenha que ser resolvido, sem que isso seja um fardo, mas sim uma solução a mais e um incômodo a menos. Ao levantar digamos em voz alta “Todos os dias, sob todos os pontos de vista estou cada vez melhor. ” Ao abrirmos a janela, agradeçamos a Deus pela dádiva de continuar vivendo e jamais protelemos nada. O amanhã é imprevisível.
  • Antes de deitar procuremos assumir uma postura tranquila, ouvir uma música calma, manter uma conversa amistosa e agradável com quem esteja conosco. Fechemos os olhos e “visitemos” mentalmente lugares que gostaríamos de estar, pessoas, locais ou eventos que tragam boas lembranças. Desligue!
  • Não nos permitamos culpas, remorsos, indignação, sentimento de vingança, sensação de perdas, injustiça e outros que em nada contribuem para o nosso crescimento e bem-estar físico e mental. Externemos nosso perdão, mesmo com pessoas que se aproveitam de nossos vacilos para agir. Fechemos a porta, rapidamente.
  • Deixemos de reclamar o tempo inteiro de tudo e de todos. Entendamos que viver é um eterno aprendizado. Sejamos hábeis e capazes de transformar o negativo em positivo, agradecendo por tudo que recebemos.
  •  Cuidado com as palavras. Elas também têm o poder de transformar a nossa vida e a vida do seu próximo. Geremos, pois uma comunicação amistosa e esclarecedora, rica em conhecimento. Lembre-se: “Tudo podemos, basta que queiramos ardentemente.”

“Sejamos capazes de dizer NÃO com naturalidade e delicadeza, sempre que percebermos que não teremos condições de cumprir com o prometido ou a (s) tarefa (s) assumidas, evitando estresses e explicações desnecessárias.