Administrando e Reduzindo Conflitos

Como podemos melhorar nossas relações?

Por ATALIBA GONÇALVES

Sabemos que somos, na essência, seres sociais, sentindo-nos desconfortáveis quando a solidão vem visitar-nos, ou somos impedidos de exercer o nosso direito à liberdade, levando-nos a qualquer forma de isolamento. Tudo contrário a isso pode levar a uma limitação social gerando tensão e incômodos, os mais diversos, incluindo alto índice de estresse, com reflexos negativos nas relações de cunho familiar, religioso, comunitário, profissional, político, econômico e social.
A complexidade dos relacionamentos, nada mais é do que a dificuldade em entender e aceitar o outro como ele é, cada qual à sua maneira de ser. Se, ao natural, estamos em constante “linha de montagem” na busca pelo aperfeiçoamento, atualmente a transformação e as inovações são fundamentais. Precisamos, mais do que nunca, “mudar as mudanças”.
Vivemos um princípio de saturação, prejudicando a análise correta dos fatos, levando-nos a uma intorpecência, o que permite sermos facilmente manipulados e, muitas vezes, tornando-nos agressivos. Está instalada a era da insegurança, da dúvida, da desconfiança e do medo. Consequentemente aumentam os índices de egoísmo, prepotência, inflexibilidade, inveja e orgulho, entre outras formas, de agir e interagir com os demais, gerando diversos dissabores.
Sabemos que em qualquer grupo humano, incluindo o empresarial, é comum a existência de conflitos, envolvendo as denominadas fofocas, os interesses pessoais, a prática da violência simbólica, etc. Se não conseguirmos evitar isso, haverá a quebra de relacionamentos e queda na produtividade. Atualmente vivenciamos tais ocorrências, acima do aceitável.
Qual seria, então, a forma básica de administrar conflitos, harmonizando as relações humanas?
1. A primeira providência seria despertar para a busca de nosso equilíbrio pessoal em todos os sentidos, sem o que será muito difícil conseguirmos atingir bons resultados.
2. Isso resolvido, que cada um olhe o outro por uma perspectiva de que a convivência desigual (culturas diferentes, pensamentos, ideologias, raças diferentes e opões diversas) sejam fatores importantes para a nossa evolução. É fundamental que compreendamos isso.
3. Que saibamos negociar com os demais, opositores ou não, de forma inteligente, equilibrada, ética e justa, sugerindo opções que atendam às expectativas de ambas as partes envolvidas, evitando conflitos desnecessários e agressões que nada mais são do que a ausência da razão, a necessidade de impor-se a qualquer custo. Detalhe: Jamais menospreze o outro lado.
4. Busquemos a empatia, procurando entender o outro, apoiando e traduzindo a sua forma de pensar e de agir, mesmo que não concordemos, apontando um caminho apaziguador e evitando gerar conflitos fúteis, bastando, para isso, que olhemos o nosso semelhante com, respeito e consideração, permitindo que se expressem como desejarem, ouvindo-os e fazendo-os sentir-se valorizados, importantes e admirados. Lógico, haverá situações mais graves em que se terá que buscar ajuda de um profissional sério.
5. Evitar os fatores conflitantes jogando água e não colocando mais lenha ao fogo já existente. A busca do equilíbrio e entendimento requer paciência, autocontrole, equilíbrio e condições de fazermos também uma análise interior, que somente pessoas mais inteligentes e sensíveis conseguem. Ser firme em suas colocações, inclusive com os manipuladores, demonstrando que o foco é chegar a uma solução voltada a atender as expectativas e a verdade de cada um e de todos. São necessárias ações que estimulem a troca de informações, de experiências que levem a um bom inter-relacionamento, adotando a tática da flexibilização, identificando as características de cada pessoa e procurando extrair o que neles há de melhor.
6. Pontos de vista divergentes ou críticas construtivas são importantes, mas não devem descambar para a intolerância, levando a conflitos pessoais. O ideal é que uma fusão da geração mais jovem, com a sua visão futurista, tecnológica e empreendedora, com a experiência vivida e adquirida pelos mais “antigos”, possam gerar oportunidades únicas de enriquecimento profissional. Os empresários e demais instituições devem entender tal fórmula.
Preparemo-nos para mais um ano de novidades e incertezas, mas jamais deixemos morrer a fé, a esperança, o equilíbrio e a oração, que não só reforçará a nossa vitalidade, como também nos levarão ao sucesso e nos levará à verdadeira felicidade. Sejamos amigos, todos!

” Pontos de vista divergentes ou críticas construtivas são importantes, mas não devem descambar para a intolerância, levando a conflitos pessoais. O ideal é que uma fusão da geração mais jovem, com a sua visão futurista, tecnológica e empreendedora, com a experiência vivida e adquirida pelos mais “antigos”, possam gerar oportunidades únicas de enriquecimento profissional. Os empresários e demais instituições devem entender tal fórmula.