Agora, tempos de entendimento e esperança

Sobre o mundo e o tempo em que vivemos

Por JAYME VITA

Em 2020, o mundo assistiu perplexo o aparecimento da pandemia do Coronavirus que impactou fortemente todos os países, e mais significativamente o Brasil, um país, continental, populoso e com significativas diferenças sócioeconômicas e culturais regionais.

A população e a sociedade brasileira vem sofrendo há mais de um ano com a pandemia do Coronavirus. Inicialmente, a pandemia causou muito medo na população, face a falta de informação sobre essa nova doença, falta de infraestrutura de como melhor combater o vírus, fato que causou, infelizmente, a perda de muitas vidas, e levou o governo a  impor a política do “Fique em Casa” e novas regras de convivência social, o que impactou significativamente, negativamente, na economia, no desemprego, na perda de renda.  

Após os primeiros 06 meses do início da pandemia, o forte sentimento de medo diminuiu, momento em que pegar o vírus/doença tornou-se uma “grande preocupação, mas parte da população sentia necessidade de retomar atividades para atender às necessidades da família e/ou a sobrevivência das empresas. Várias empresas fecharam, muitos perderam empregos e diminuíram renda, apesar dos programas de apoio parcial do governo à PMEs e trabalhadores. O sentimento da população era de que necessitavam retomar atividades, com segurança e respeito às diretrizes sanitárias. Não havia condições só de ficar em casa. Pessoas se reinventaram e o empreendedorismo aumentou entre os desempregados, porém, a taxa de desemprego ainda permanecia preocupante (14%), aproximadamente 14 milhões de desempregados.  Muito alto.   

Alguns meses depois, com um melhor entendimento sobre a pandemia, que ainda impactava fortemente os países, surgiram vacinas contra o Coronavirus, que foi tratada por todos como a salvação, e demandada, urgentemente, por todos os países. 

Até meados de abril 2021, o mundo registrou 140 milhões de casos de Covid, que levaram a 3 milhões de mortes ocorridas. O Brasil registrou 14 milhões de casos (6,5% da população),  com 12 milhões recuperados (87% do total de casos), e com 370 mil mortos (0,18% da população). Números significativos e muito preocupantes, aliados aos 14 milhões de desempregados.

Porém, com o avanço da vacinação no Brasil e no mundo, apesar do ritmo ainda não adequado, começamos a ter esperança num retorno a normalidade, em breve – ainda que seja diferente de uma normalidade anterior – e que tenhamos que conviver com significativas mudanças. No primeiro trimestre de 2021, os indicadores econômicos no Brasil começaram a melhorar, mesmo em pequenas taxas, mas é um bom sinal. O saldo de emprego gerado ainda nesse trimestre também é positivo. E, ainda, é boa a confiança do setor empresarial no crescimento do PIB em 2021.  

O brasileiro, mais uma vez, está se mostrando um povo forte com boa capacidade de resiliência.  A vacinação está começando a trazer a Esperança que todos buscavam para a retomada das atividades e seguir em frente.

Com esse mesmo espírito, a ADVB, também, não fugiu do seu papel. Em 2020, num grandioso esforço, conseguiu promover ações que agregaram resultados positivos, a exemplo de qualificações online, em Pernambuco, com foco aos pequenos negócios, dando ênfase ao Empreendedorismo e Mercado Digital, tão necessários nesse momento.  E as ações da ADVB PE continuarão em 2021, para tentar atender a demanda dos associados e parceiros, com o devido respeito às diretrizes sanitárias vigentes, ética e sensibilidade, visando um Brasil melhor.

“O brasileiro, mais uma vez, está se mostrando um povo forte com boa capacidade de resiliência.  A vacinação está começando a trazer a Esperança que todos buscavam para a retomada das atividades e seguir em frente.”