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A união faz a força!

Desde criança ouvimos corriqueiramente a expressão “a união faz a força”. Não importa a época, local ou cultura, trata-se de um dito popular disseminado entre todos os povos, há séculos utilizado para indicar o poder por trás da união de pessoas em torno de um propósito comum. Sábio, nobre e verdadeiro!
 
A história está repleta de exemplos inspiradores, tanto na natureza quanto no quotidiano das pessoas, quer sejam em situações extremas ou no âmbito das equipes dentro das empresas, o fato é que sempre que nos unimos em prol de algo maior, os resultados do todo são bem maiores que a soma das partes.
 
Ora, se aceitamos há séculos essa “verdade”, a ponto de a termos transformado num dito popular, por que a dificuldade real de nos unir em torno de ações e projetos transformadores, em questões de vital importância para nossa qualidade de vida, segurança e perspectivas futuras? Por que quase nunca vemos exemplos de iniciativas conjuntas que tragam efetivamente benefícios para as cidades, estados ou países, quer focados e de benefícios localizados, quer abrangentes e de benefícios globais?
 
Um exemplo simples e corriqueiro, mas de grande impacto econômico e poder didático, é o projeto chileno denominado “100 Barricas de Chile”. Cem vinícolas chilenas se uniram para elaborar um único vinho, objetivando potencializar a imagem do Chile no mercado internacional. A iniciativa de uma dessas vinícolas teve o grande mérito de unir concorrentes e comprometê-los em torno de um único produto, dando-lhes visibilidade mundial e retorno econômico muito além do que suas ações individuais poderiam proporcionar.
 
Para que projetos conjuntos aconteçam, personalidades com influência, liderança e credibilidade precisam estar à frente do processo, convergindo a atenção de todos para um único objetivo. Felizmente esse perfil é facilmente encontrado no meio empresarial, político e social, inclusive no Brasil, apesar de quase nunca vermos algum exemplo de sucesso.
 
O Brasil é muito grande, rico em recursos naturais e tem tecnologias de ponta, mentes privilegiadas, instituições atuantes e tantos outros recursos e experiências acumuladas e testadas que, se utilizadas articulada e coordenadamente, poderiam proporcionar ganhos em escala, multiplicando exponencialmente os resultados obtidos das ações e projetos em prol da economia ou da redução das diferenças sociais existentes.
 
A vaidade e alguns aspectos culturais - especialmente a herança do patrimonialismo, que induz à espera das benesses do Estado -, são as maiores responsáveis pela tendência das pessoas e instituições governamentais, sociais e empresariais brasileiras de realizar seus projetos de forma isolada. Por dinheiro, inércia ou pelo egoísmo de obter mérito individual e exclusivo, quase todos buscam soluções próprias, ignorando as possibilidades de parcerias que podem multiplicar resultados.
 
O que personalidades como Nizan Guanaes, Antônio Ermírio de Morais, Jorge Paulo Lemann, Sônia Hess e Abílio Diniz, só para citar alguns empreendedores brasileiros de sucesso, poderiam fazer pelo país? Agora, imaginemos que eles se unissem em prol de algum projeto ambicioso e de grande impacto econômico e social. Não resta dúvidas de que o resultado seria surpreendente, não somente pela capacidade acumulada de gestão, mas pelo poder de atrair novos partícipes ao projeto.
 
Decerto que o dia-a-dia corrido envolve a todos numa gama diversa de questões que absorve total atenção e foco, especialmente de pessoas como as citadas acima. Mas é uma perda de oportunidade e de protagonismo que não se justifica, diante de suas capacidades empreendedoras. Talvez seja mais pela falta do hábito de compartilhar o protagonismo que pela falta de tempo.
 
O Brasil teria ganhos imensuráveis se pudesse contar com múltiplas iniciativas dessa natureza em áreas diversas, onde mentes privilegiadas e empreendedoras trabalhassem em parceria pelo futuro dos jovens, das cidades, da educação ou do meio ambiente, dentre outras.
 
Mahatma Ghandi disse que “só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada... O ontem e o amanhã”. Está em nossas mãos construir o futuro que queremos e ele será muito mais próspero se nos unirmos com esse propósito.
 
Leopoldo de Albuquerque
Presidente da ADVB-PE
Presidente do Instituto Smart City Business
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